Bom, tudo começou no início de 1995 quando estava adentrando na última série do ensino médio e me foi oferecida a possibilidade de, digamos, "levar um pouco na flauta" os estudos, pois teria a possibilidade de cursar algum curso pré-vestibular no ano seguinte.
Como não tive, obviamente, sucesso no final do ano, a opção mencionada acabou se concretizando e então comecei a pesquisar em quais lugares teria a possibilidade de realizar um curso que pudesse além de me motivar para a realização das provas que viriam, melhorar o meu grau de conhecimento nas matérias exigidas no vestibular. Confesso que a minha intenção era sair de Botucatu e realizar esse curso em São Paulo , mas sabia que isso não seria possível, foi então que conheci a Escola Viva e no ínicio, um pouco assustado, comecei a frequentá-la.
Com o passar dos dias percebi que todo aquele clima inusitado, toda aquela, aparente desorganização eram frutos da minha estúpida ignorância e também, porque não, do meu preconceito em admitir o diferente, hoje entendo que padrões morais de conduta, amplamente aplaudidos pela sociedade são uma forma de alienação espiritual e a Escola Viva me mostrou que estes pretensos padrões são um grande engodo.
Gostaria de externar neste ato que o sucesso que tenho tido como advogado e hoje em dia como professor universitário em muito devo à Escola Viva, especialmente, a Norinha, ao Evas e Arnaldão, figuras fantásticas que guardarei para sempre em meu coração, para aqueles que ainda estão no ínicio da caminhada, sugiro que estudem muito, mas nunca abandonem os seus sonhos mesmo que estes sejam aparentemente impossíveis de realização.
Beijos e abraços
Rafael Spadotto.